sábado, 17 de novembro de 2007

Saudade

Saudade
Patativa do Assaré(Antônio Gonçalves da Silva)

Saudade dentro do peito
É qual fogo de monturo
Por fora tudo perfeito,
Por dentro fazendo furo.
Há dor que mata a pessoa
Sem dó e sem piedade,
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.
Saudade é um aperreio
Pra quem na vida gozou,
É um grande saco cheio
Daquilo que já passou.
Saudade é canto magoado
No coração de quem sente
É como a voz do passado
Ecoando no presente.
A saudade é jardineira
Que planta em peito qualquer
Quando ela planta cegueira
No coração da mulher,
Fica tal qual a frieira
Quanto mais coça mais quer.

Um dos grandes poetas do nordeste!
Cheiro!

domingo, 23 de setembro de 2007

Vamos Lá Fazer o Que Será!

Depois de meses longe dos blogs, resolvi voltar à cena ou melhor à tela. Pra quem me conhece, sabe também as razões da ausência, para os demais diria apenas que foi por uma causa maravilhosa. Pois bem, estou de volta!
Como sou preguiçosa, é provável que só os amigos de longa data venham aqui - não tenho paciência e nem tempo pra atualizações diárias e blogueiros de carteirinha não gostam disso - mas como meu objetivo é mesmo só guardar minhas tralhas e trocar carinho com pessoas queridas, isso não tem a menor importância.
Ah! Vamos lá fazer o que será, é a última frase de uma música do Gonzaguinha - linda - que eu adoro, chamada: "Nunca pare de sonhar." Pra começarmos bem.
Sejam Bem Vindos!
Cheiro!



Nunca pare de sonhar
Gonzaguinha


Ontem o menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã
para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere
Nem pare de sonhar
Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida
Fé no homem
Fé no que virá
Nós podemos tudo nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será.